Thursday, June 01, 2006

Fusioning everything

Umas das coisas que tem me impressionado é o quanto o Brasil está na moda.
Em ano de Copa do Mundo essa questão acaba aparecendo mais, pois o Futebol está por todo lado e, se tem Futebol, tem Brasil.
Mas, mais do que isso, a cultura brasileira tem se espalhado mundo afora.
No ano passado foi a Selfridges com uma comemoração especial de artigos brasileiros, com direito a Cristo Redentor na fachada da loja. Também recentemente tivemos vários eventos de música brasileira na França, culminando com um show enorme na Bastilha.
Achei curioso ter escutado tanta música brasileira na minha última viagem. Em hotéis, aeroportos e Starbucks.
O Hotel em que fiquei em Taipei, tocava música brasileira durante o todo o tempo. Depois percebi que era uma forma de agradar os hóspedes. Eles colocavam uma bandeirinha do seu país no quarto e no andar que eu estava tocava música brasileira quase o dia todo (aliás, bem melhor que as músicas chinesas).
Também ouvi música brasileira nas Starbucks de Kuala Lumpur e Londres. A coincidência mostrou-se mais do que uma simples coincidência.
Fui convidado para um jantar e um drink com meus colegas de Taipei, eles me levaram para conhecer o BarCode, um lugar novo e bem trendy na área mais moderna de Taipei. Logo que chegamos já começou a tocar "Mas Que Nada" do Sérgio Mendes com o The Black Eyed Peas.
Ontem finalmente comprei o CD. É fantástico, recomendo a qualquer um que goste de vários estilos de música.
Bom, aí chegamos ao ponto que queria explorar: a Globalização não é mais somente um fenômeno político/economico, é um fenômeno social e cultural.
Com as misturas de pessoas ao redor do mundo, com o aumento da comunicação entre povos e culturas com a ascenção do cinema indiano, chines, argentino, brasileiro.... enfim... as pessoas ao redor do mundo estão gostando de misturar as coisas.
Os mais espertos perceberam isso rápido e começaram a misturar também. Surge a grande tendência do "fusion".
É fácil encontrar restaurantes fusion em todas as grandes capitais do mundo. Às vezes o fusion é por região, como por exemplo o 1492 Latin Fusion em Londres. Outras vezes, como no caso do Obá em São Paulo, mistura-se temperos tailandeses, mexicanos e brasileiros.
Bom, essa tendência também acontece na música e o melhor exemplo, no meu ponto-de-vista, é o CD Timeless, do Sérgio Mendes. Uma mistura de ritmos e estilos, usando como base o batuque do samba.
Para terminar, falta explicar a coincidência de ouvir música brasileira na Starbucks. Eles tem um selo musical chamado HearMusic (http://www.starbucks.com/hearmusic) e o CD do Sérgio Mendes está na lista deles. Para quem gosta de "experiência de marca" esse é o maior expoente dessa nova estratégia de marketing. O que melhor para criar o "mood" de um ambiente do que a música. Então, o negócio é misturar uma boa música com um bom café e... talvez... um acesso wireless à Internet para estar conectado ao mundo em qualquer lugar que esteja.

Wednesday, May 24, 2006

Malásia? Onde é isso?
















Pelo jeito a grande maioria das pessoas tem pouco ou nenhuma informação sobre Malásia e Kuala Lumpur. Então, para facilitar a vida, resolvi "postar" aqui algumas informações básicas para que todos se localizem.
Aqui um texto tirado do Wikipedia:
"A Malásia é um país do Sudeste Asiático que compreende dois territórios distintos: a parte sul da Península Malaia e ilhas adjacentes e uma seção do norte da ilha de Bornéu. A Península da Malásia confina a norte com a Tailândia, a leste com o Mar da China Meridional, e a sul e a oeste com o Estreito de Malaca, fazendo fronteiras marítimas com a Indonésia, a leste, sul e oeste, e com Singapura a sul. A Malásia Insular limita a oeste e a norte com o Mar da China Meridional, a norte com o Brunei, a leste com o Mar de Sulu e a sul com a Indonésia, fazendo fronteira marítima com as Filipinas a norte e a leste. Capital: Kuala Lumpur.
Durante os séculos XVIII e XIX foi uma colônia do Reino Unido, entre 1942 e 1945 ocupado pelo Japão e em 1948 os britânicos formaram a Federação Malaia, que conseguiu sua independência em 1957. A Malásia foi formada em 1963 quando as colônias britânicas de Singapura entraram para a federação. Os primeiros anos do país foram marcados por esforços da Indonésia controlar a Malásia, reivindicações de Sabah pelas Filipinas e pela secessão de Singapura da federação em 1965.
A Malásia era conhecida por ser um dos maiores produtores mundiais de borracha, madeira,óleo de palma e pimenta. No entanto, no início dos anos 70 a Malásia decidiu seguir os mesmos passos dos primeiros Tigres Asiáticos e passou por um período de transição para ter uma economia mais dependente de industrias e produtos manufaturados. Com a ajuda financeira do Japão, em poucos anos a Malásia já começava a prosperar com sua nova economia, com suas exportações batendo recordes e conseguiu atingir um crescimento de 7% do PIB e inflação baixa dos anos 80 aos 90. No entanto, na crise asiática de 1997, os investimentos de países estrangeiros na Malásia caiu consideravelmente. Apesar da crise, o governo malasiano controlou o capital, e não pediu ajuda ao FMI (fundo monetário internacional) o que acabou por deixar o país em situação bem melhor do que as Filipinas e Tailândia,por exemplo. Nos anos seguintes, a Malásia tentou recuperar o ritmo econômico pré-crise e, mais rapidamente que seus vizinhos, já voltava a prosperar.
Hoje em dia a indústria é a principal atividade econômica. No entanto, o cultivo de borracha e a agricultura continuam sendo praticados. O turismo é também uma indústria que não pára de crescer no país, empregando mais de 1 milhão de pessoas." Posted by Picasa

Sunday, May 21, 2006

Day Off entre aeroportos




















Aproveitei a pequena escala (cheguei às 6AM e o voo para SP é às 9PM) para ir passear em Londres.
Um maravilhoso domingo Londrino... frio e chovendo.
O interessante é que o mundo está sintonizado na Copa. Em KL tinha uma tenda "Jogar Bonito" da Nike e, na frente, adivinha o que? Um display de uns 2X5 metros, verde e amarelo com fotos dos Ronaldos e uma vitrine com o uniforme da seleção.
Aqui em Londres o clima também tá pra Copa. A Adidas não tem o uniforme da seleção, mas tem a bola. Em Taipei tinha uma bola enorme caída em cima de um carro, como se tivesse quebrado o carro inteiro. Aqui, na frente da Selfridges, tem uma loja Adidas enorme com as vitrines todas promovendo a campanha +10. Lá dentro, como eles não têm o uniforme do Brasil, encontrasse bonés e camisetas Adidas com a bandeira... mas tudo azul e não amarelo.
A garrafa da foto foi a Coca que tomei no almoço. É a tradicional garrafa de vidro com um shrink por cima. Bem bacana.
Na volta para o aeroporto, no metrô, um grupo de meninas com roupas verde-amarelas balançavam uns copinhos com moedas... quando li: Ajudem as crianças brasileiras! Até para recolher dinheiro a Copa vira motivo. Só espero que as moedinhas venham realmente parar no Brasil. Posted by Picasa

Chá de Aeroporto 3















Bom, depois de um tempo nas salas de espera dos aeroportos o assunto acaba... aí o jeito é dar uma volta.
A sala de espera da Cathay Pacific no HKIA é fantástica. É um mesanino que ocupa quase o braço inteiro do terminal. Tem até sorvete HaagenDaaz.
Depois de tomar meu sorvetinho, baixar meus emails e fazer o post anterior a esse, fui dar uma volta e vejam o que encontrei: uma sala de games com todos os últimos lançamentos para PS2. Incluindo essas cadeiras para jogos de corrida.
Não precisa dizer que só saí daí quando deu a última chamada para embarque. Posted by Picasa

Saturday, May 20, 2006

Chá de Aeroporto 2

HKIA... Hong Kong... espero que minha mala esteja me seguindo. A moça do embarque não sabia que São Paulo era no Brasil... aiiii que medo... minha mala vai parar em Buenos Aires. Posted by Picasa

Chá de Aeroporto 1

Aqui começa o retorno.
esse é o KLIA, aeroporto de Kuala Lumpur. Essa estação ao lado é a chegada do trem que leva da área principal à área de embarque internacional.
Reparem no fundo o círculo central. É um enorme jardim interno com cachoeira e um verde íncrivel. Posted by Picasa

Friday, May 19, 2006

KLCC - Petronas Towers

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ônibus Escolar em Kuala Lumpur

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Chegando em KL



Bom, mais algumas coisas sobre Taipei antes de mudar para Kuala Lumpur.Taipei tem uma parte da cidade bem nova, onde está localizado o Taipei 101, o maior prédio do mundo. O 101 é realmente impressionante, a arquitetura tem influências da cultura chinesa, com vários detalhes de todos os lados.À noite fomos fazer uma visita a alguns pontos de venda, visitamos várias lojas de conveniência e alguns bares e restaurantes.Antes disso fui jantar em um restaurante de comida típica chinesa. Tentei aprender o nome daquele tipo de comida, mas não consegui decorar.Basicamente são várias troxinhas de massa, com recheios variados, feitos no vapor em uma "panela" de bambú, que vem para a mesa com as troxinhas dentro.A maioria é bem saboroso, mas tem que comer com cuidado, pois o vapor deixa uma água quente por dentro e por fora que pode facilmente causar uma forte queimadura no lábio ou na boca.Ao sair do restaurante, fomos andar pelo bairro, para conhecer o lugar. É mais ou menos o SOHO de Taipei. Um lugar onde se anda a pé pelas ruazinhas cheias de gente e de bares.Em algumas esquinas umas barracas que servem de tudo, vários tipos de comidinhas, as mesmas trouxinhas que comi no restaurante e uns espetinhos grelhados de todo tipo de carne.Jesse, o americano que estava me mostrando a cidade começou a explicar cada um dos espetinhos. Uma chinesa ouviu a conversar e interrompeu: "chiken ass is the best of them".Tentando me fazer de desentendido perguntei ao Jesse o que ela tinha falado... e foi isso mesmo "chicken ass", eles comem a bunda da galinha.Mais engraçado do que isso, foi a chinesa falando que é o que ela mais gosta.O pior não é isso. O pior é um Tofú fermentado que fiquei sabendo é meio que o prato típico deles. O negócio tem um cheiro que parece peido de cachorro molhado. E aquilo se espalha por aquelas ruazinhas estreitas e húmidas de uma forma horrível.Ainda bem que já tinha jantado, senão não conseguiria jantar depois daquilo.
Mais duas coisas que me chamaram a atenção. A primeira é uma série de papeizinhos pregados às paredes pela rua. Obviamente não dava para entender nada do que estava escrito, mas eles estão por todo o lado.Em colunas de prédios, ao lado de calçadas, perto de janelas. Mais ou menos com se pegasse um pedaço de papel A4, escrevesse algo como "não risque a parede" e colasse do lado de fora da sua casa com durex, deixando lá por meses.A última coisa foi no dia da minha chegada. Não sei exatamente o que era a data, mas várias pessoas colocaram mesas com frutas na frente das lojas e uma espécie de balde onde colocavam fogo em dinheiro. Ok, era dinheiro falso, mas queria significar dinheiro.A idéia é oferecer aquele dinheiro queimado e as frutas aos deuses.
Vamos então mudar para o que interessa: KUALA LUMPUR.Para os íntimos KL.Bom devo dizer que os voos Taipei-HongKong-Kuala Lumpur foram os voos mais chacoalhantes da minha vida. Depois descobri que passei por cima do tufão que matou uma série de pessoas na China e, como estou aqui escrevendo, dá para perceber que o avião não caiu.
Ao chegar no aeroporto (KLIA) já dá para ficar impressionado. O terminal em que desembarquei era enorme e muito bonito, todo envidraçado, com um pé-direito bem alto.Então pega-se um trem que leva os passageiros para a área central do aeroporto. Nessa área, além de lojas de altíssima qualidade e de todo o tipo de produto, também se vê uns "jardins internos" redondos, grandes e com árvores enormes e muito verde dentro.Essa visão dá uma humanizada no aeroporto, mudando a visão fria tradicional que se tem de aeroportos.Ao chegar na imigração um sorriso muito simpático te saúda. Por todos os lados se vê escrito "Selamat Datang", bem-vindo em Malaio.Tudo muito limpo, tudo muito moderno, tudo muito verde. Os jardins estão por todos os lados. A melhor analogia que consigo fazer é de um parque de diversões. Sabe aquele ambiente agradável, limpo e em que todo mundo sorri para você? Bom, a diferença é que não é aquele sorriso "american beauty" dos parques de Orlando, mas sim um sincero e largo Selamat Datang de um povo amistoso, educado e acostumado com estrangeiros.Outra coisa que me faz lembrar um parque é a lingua, o Malaio. Parece a lingua criada para o Hopi Hari.Taxi é Teksi. Onibus Escolar é Baz Secolah.Acho que o cara que criou aquela lingua do Hopi Hari veio para cá antes para se inspirar.
Indo para a cidade, de novo a exuberância do verde. Às margens da avenida que leva para KL jardins bem cuidados e com muitas flores. A primeira visão é a do Petronas Towers,as torres gêmeas de Kuala Lumpur, conhecidas por aqui como KLCC.Perto está a Menara, uma torre quase tão alta quanto o KLCC. Uma cidade moderna, limpa e pulsante. Dá para se sentir o movimento. Modernos shopping centers, prédios comerciais, bares, restaurantes e todas as marcas globais: MacDonalds, Starbucks, Channel, Fendi, Bulgari, Nokia, Motorola, Sony, Nike, Adidas etc. etc.
Uma curiosidade só para terminar o texto de hoje: Algumas motos e scooters circulam de cá para lá o tempo todo. Não tantas como Taipei, talvez um pouco menos do que São Paulo. Mas o curioso é que tem uma "moda" entre eles.Boa parte deles vestem um casaco, deixando o zíper de abertura para traz. Tentei achar um motivo para aquilo e a única coisa que consegui pensar é que estava garoando e estava muito quente e úmido. Para evitar se molhar, sem que passe um calor absurdo, vestem um casaco impermeável, deixando as costas abertas para "ventilar".Não sei é isso, pois não andei de moto (ainda bem), mas foi a única coisa lógica para usarem aquilo. A outra opção é que o sendo estético deles tenha sido um pouco afetado pelo calor úmido.

Tuesday, May 16, 2006

Taipei

Em primeiro lugar, o voo é uma loucura. A overdose de avião e aeroporto é de lascar. SP, Londres, Hong Kong, Taipei. O aeroporto é pequeno e feio... quando saí batia um vento que parecia que ia cair uma tempestade.... depois percebi que o vento é meio normal .

Quando cheguei a única coisa que queria era um hotel com uma banheira quente, para relaxar a musculatura doída. Nao tinha banheira. Foi uma decepção.

O Hotel fica numa região bastante feia. Parece a avenida Ipiranga... só que não dá para entender nada do que falam na rua.

Estou postando uma foto que tirei da janela do Hotel. Repare na quantidade de lambretinhas estacionadas nas calçadas. É uma loucura. Pior que formiga de cozinha.Todo mundo anda nas scooters, jovem, velho, homem, mulher. Alguns com máscaras de cirurgia tipo Michael Jackson, para evitar a poluição.

Primeiro impacto é a lingua. Não dá para entender nada e pouca gente fala ingles. Nas ruas tudo escrito com aqueles sinais indecifráveis. Tentei achar alguma relação entre eles, mas parece impossível. Não consegui achar dois iguais, mas já sei "ler" algumas palavras como Taipei e Saída.

Fui almoçar. Perguntei no hotel sobre o Shopping mais perto. Um prédio enorme de uns 7 andares, com uma arquitetura arrojada, mas com decoração bastante brega. Demorei um tempo para entender aonde era a praça de alimentação. Assim como em todo lugar, os sinais estão escritos somente com os sinais e não com letras como conhecemos.

Acabei indo pelo cheiro... achando que ia encontrar alguma marca conhecida e que pudesse comer algo seguro.Não achei nem McDonalds, Nem Burger King nem nada no com cara do velho american way of life.

Acabei vendo uma foto de um peixe fritinho com arroz. Parecia seguro e tinha um número do lado.Chamei a senhorinha chinesa e disse em alto e bom ingles: "number S-E-V-E-N", ao mesmo tempo tomando o cuidado de abrir os 5 dedos da mão esquerda e o indicador e o dedo do meio da mão direita.

Qual não foi a minha surpresa quando ela começou a contar meus dedos até chegar à conclusão de que eram sete.Tudo isso para descobrir que eles mostram os 10 primeiros números somente com uma só mão... muito mais prático. Ao se levantar o polegar e o indicador quer se dizer 7, ao se levantar o indicador e o dedo do meio, quer se dizer 2.

Bom, isso não resolveu o fato de que o peixinho frito na verdadade não era o prato principal. O prato principal era o óleo, o peixe servia apenas como mídia para levar o óleo até o consumidor. Após secar um pouquinho com guardanapos (difíceis de encontrar por sinal), consegui comer.

Bom. Essa foi a primeira aventura... depois conto mais um pouco.